domingo, 27 de dezembro de 2015

Back to reality.

So here we are...
voltando à realidade depois de 9 dias sendo o que quiséssemos ser.
Nesses 9 dias não fiz absolutamente nada do que planejei fazer. Apenas saí com amigos, andei muito de bicicleta, fui ao cinema, dormi, e chorei. O que mais fiz foi dormir, não nego. Mudei de quarto mais uma vez, novamente estou na casa de cima, e em alguns dias, sozinha na casa de cima. Não me incomoda mais estar sozinha, o que mais me atormenta são as mudanças. Gosto de rotina, gosto de estar sempre no mesmo lugar, não me incomoda ou me desespera estar todos os dias fazendo as mesmas coisas, nos mesmos horários, seguindo o mesmo padrão. Na verdade, isso me satisfaz muito. Quando isso muda, fico desorientada. Não sei mais aonde estão as minhas coisas, não sei aonde colocar minhas coisas. Chorei, porque me senti perdida, não sabia nem como me ajoelhar e pedir ajuda a Deus. Chorei, na esperança de que meu choro trouxesse aquilo que eu havia perdido.
E agora são 01:42am e me apresento em frente ao notebook pensando sobre a semana que vêm.
Penso sobre você, e toda a agonia que te ver e não te tocar me traz. Sinto sua pele, às vezes, quando me permite, mas não sinto a alma, apenas o que tem na superfície. Não sinto quando você vibra, quando você cai, não sinto se me quer apenas o corpo, ou se a sede é muito maior. Sinto sua carência, confrontando a minha. Sinto sua relutância em me desejar e não poder me ter.
Enquanto eu só queria sentir você, sem pressa, queria te aproveitar, sentir sua respiração com calma, roçar meu rosto liso na sua barba áspera, poder te beijar o pescoço e sentir seu -meu- arrepio. Queria você, sem medo, sem tempo, sem lugar, sem horário. E eu te quero assim, a tanto tempo, que nem sei mais como ainda nos sustento.
A realidade me leva a você, e eu choro, perdida, porque não sei mais quais são as fronteiras entre minha ilusão, de nós dois nos beijando na cozinha, e eu te desejando ali mesmo, e a realidade de fingir que nada aconteceu, e que nossas bocas são completamente estranhas uma à outra.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Relacionamentos tóxicos e círculos viciosos

Há quem chame de sina, cruz, destino, carma... A referência não importa, mas é realmente aterrorizador quando você percebe que não consegue escapar de círculos viciosos. Ninguém percebe as relações tóxicas. Até mesmo quem tem consciência da existência delas não consegue escapar. Entra em uma, saí dela, e cai de cabeça em outra. As relações tóxicas existem entre ambos os lados, entre quaisquer orientações sexuais. Mas é impossível deixar obsoleto as relações tóxicas entre heterossexuais, sendo vítima a mulher. Não me refiro a violência física, espancamentos, olho roxo... Me refiro ao terror psicológico existente nessas relações. A prática da violência psicológica em mulheres é cultural, porém os sinais raramente são percebidos, tanto por quem pratica quanto por quem sofre a violência. Os danos são sentidos depois, muito depois. A mão que balança o berço é a mão que governa o Mundo. Destruam a cabeça das mulheres e tenham consciência de que estamos caminhando à autodestruição. Policiem-se, relacionamentos existem para nos oferecer aconchego e paz diante dos tantos problemas da vida, e não causar mais problemas -ou danos psicológicos incalculáveis que serão passados de geração em geração-. (:

domingo, 1 de novembro de 2015

Futura psicóloga

Por que psicologia?
Eu diria que a única forma de sobreviver ao caos contemporâneo é consultando um psicólogo. Acho que estamos passando por um período cheio de problemas ideológicos. Capitalismo, consumo desenfreado, terrorismo, entre outros problemas desse século. Tive problemas com depressão, não comigo, mas duas pessoas muito próximas cometeram suicídio. Quero estar apta a ajudar essas pessoas, ajuda-las a encontrar a luz no fim do túnel. Por isso escolhi psicologia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Você é simples. Simples igual a um quebra-cabeças de 5 mil peças de um quadro de Monet.
Quando você vai me deixar entrar nessa fortaleza?
Se solta e vem dançar comigo. Deixa essa química explodir.

Parte de quem eu sou

- Te vi digitando, mas sabia que não estava falando com ninguém. Não entendi o que você estava fazendo.
- Eu gosto de escrever, às vezes minha mente me engole e preciso escrever para aliviar
- E como é isso?
- É como se eu pudesse viajar para outro Universo sem sair do lugar. Minha mente me teleporta pra muito longe, sinto que estou em outra realidade. Posso estar sentada nessa mesa em frente ao computador focada, de repente estou dentro de um ônibus tendo uma conversa com um conhecido que não via a anos. Depois de alguns minutos volto para a realidade e preciso escrever sobre o que aconteceu para conseguir me focar novamente, ou minha mente vira um loop. 
- E você sempre está conversando com alguém?
- Na grande maioria das vezes sim, estou conversando com alguém, é muito difícil estar sozinha. Mas outras vezes, e essas são as que mais gosto, me aparecem conclusões para perguntas que fiz a mim mesma. Gosto quando tenho conclusões sobre questões sociais, uma pena que quase nunca consigo passar essas conclusões para o papel. 
- Você sente que isso te prejudica?
- Olha, sinceramente? Sim. Isso me prejudica. às vezes tenho esses insights no meio de uma explicação importante do trabalho, ou assistindo uma aula. Me desconcentro com muita facilidade. O que eu tenho pode ser um problema, contando que isso prejudica um pouco meu trabalho e estudos, e nesse mundo que vivemos, onde precisamos estar sempre atentos e conectados, isso pode ser um GRANDE problema. Mas sou uma pessoa religiosa e acredito em coisas um pouco diferentes. Meus insights às vezes parecem uma coisa divina, porque nunca no mundo eu conseguiria explicar o que vejo quando minha mente me engole. Eu REALMENTE vou para outro lugar, é a mesma sensação de um deja vú, quando o mundo pára e você só consegue ver aquela cena acontecendo e depois em um sopro de ecstasy falar "eu já vi isso acontecer!". A diferença é que não é algo que eu já vi, é algo que eu nunca vi antes. Algumas vezes o que minha mente me faz ver, acontece depois, mas ninguém acreditaria nisso se eu contasse. Eu sei que isso tem remédio, eu poderia parar de ter essas alucinações se quisesse, mas isso me faz ser quem sou. Isso me faz ver como o mundo é interessante. Se eu deixar de ter esses insights, uma parte de mim se perderá. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Primeiro diálogo

- É só cuidado. Na forma mais afetuosa que essa palavra pode ter. Você alguma vez foi cuidado?
- Acho que não.
- Eu sei que não.
- Amolece esse coração, me deixa entrar e cuidar de ti. Deixa eu te acarinhar, te xamegar. Não te peço nada em troca, só vem ser meu dengo.
- Eu já disse que não é um bom tempo. Por que você não desiste de mim?
- Porque o amor é paciente e persiste até o fim.
- E quando o amor sabe que é o fim?
- Quando começa outro.

Um dialogo imaginário entre o amor e a solidão.



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A vida é melhor compartilhada.

Um dia encontrarei alguém que me admire. Que me admire como mulher e ser humano.
Alguém que exalte todas as minhas qualidades e aceite meus defeitos.
Alguém que enriqueça minha alma, que me aproxima mais ainda de Deus.
Alguém que tenha vontade de estar ao meu lado não importa a situação, o importante é estar ao meu lado.
Alguém que cresça e me faça crescer também.
Alguém que saiba que existem um milhão de mulheres mais bonitas ou mais inteligentes que eu espalhadas por aí, mas que ainda prefira o conforto de me ter ao lado.
Alguém que se sinta tão seguro dentro do meu abraço quanto eu me sentirei no dele.
A minha procura é grande, peço a Deus que essa procura logo acabe. Peço a Ele para colocar em meu caminho um homem que me faça esquecer todos os outros.

Gostaria muito de encontrar alguém com a mesma visão que a minha, uma pessoa que aceite. Aceite a mulher que sou, assim como eu aceitarei o homem que ele é. Aceite que conviver é difícil, mas que faça o possível pra isso ficar mais leve. Aceite meu humor do jeito que ele é: irônico, sarcástico, inteligente, sagaz.
Aceite que às vezes posso ser grossa, mas que nunca é minha intenção o ser, e com as palavras certas eu me desculpo sempre. Aceite que eu não sou uma exímia dona de casa, mas que gosto de agradar quem estiver ao meu lado. Aceite que sou grudenta, romântica e gosto de carinho. Gosto de vinho, chocolate e flores em qualquer situação, qualquer momento.
Faço poemas, faço juras de amor, me inspiro no homem que está ao meu lado e quero que alguém veja isso, mas não se ache o máximo por isso.
Amo namorar, amo compartilhar coisas, crescer com alguém, mas também sei ser só.
Sou muito bem só e não tenho medo de terminar uma relação se acho que a pessoa não segue os mesmos princípios que os meus.
A vida é muito melhor compartilhada, prefiro muito ter alguém ao meu lado, mas tem que ser a pessoa certa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Convivência e sacrifícios.

Estou sozinha.
Por quê?
Porque ninguém me ama, ora. Se alguém me tivesse apreço, essa pessoa estaria ao meu lado.
Então você está REALMENTE sozinha?
Sim.
E o que você faz quando está sozinha?
O que todos fazemos quando estamos sozinhos. Faço o que quero.

Ando mudando muitas concepções, principalmente sobre aquilo que acho mais importante em nossa existência: O convívio humano.
Pra mim, o que faz de mim pessoa humana, o que me motiva a caminhar, a acordar cedo, a assistir filmes, séries, ler livros, estudar, buscar uma religião, tudo é motivado pela minha curiosidade sobre a convivência humana. Estou sempre mudando de opinião, sempre reformulando ideias, é uma constância. Penso que estou sempre otimizando meu pensar quando mudo de opinião.
Uma das coisas que nunca havia pensado antes mas agora tenho uma luz, é que quando estamos sozinhos fazemos o que queremos, somos quem queremos ser. No momento em que começamos a dividir nossas vidas com alguém, deixamos de fazer algumas coisas que gostamos de fazer e passamos a fazer outras coisas para agradar o outro. Esse é nosso pequeno sacrifício sobre a convivência. Temos que sacrificar algumas coisas, alguns prazeres se queremos viver com alguém.
Algumas pessoas não são boas em fazer sacríficos, não lidam muito bem com modificações e nem com a dor de algumas perdas. Por isso se isolam, não pensam em casamento ou na possibilidade de dividir uma vida. Alguns deles tem dificuldade no convívio até com a família.
Alguns acreditam que quem faz essas escolhas são pessoas mais fortes, autoconfiantes, seguras e independentes. Eu acho que essas pessoas são fracas.
São pessoas que não conseguem se abster de certos prazeres que encontram em estar só. Pode ser uma boa escolha, desde que você saiba que está a escolhendo por esse motivo,por não se desvincular de hábitos e manias que PODEM ser modificados, mas você se nega.

Eu não ligo muito para dormir, não tenho muito sono. Às vezes durmo às 00:00 e acordo às 03:30 sem sono algum, ligo o computador e vou ver alguma série, ou ler um livro. Meus horários de sono são os mais loucos possíveis, e para mim é ótimo assim, é uma das coisas que mais amo fazer. Mas se eu quiser me casar, se eu quiser conviver com alguém, dividir uma vida com alguém, terei que modificar esse hábito, mesmo o amando.

Ao convivermos em sociedade, temos que nos modificar e otimizar nosso comportamento. Infelizmente, isso muitas vezes significa deixar de ser um pouco quem somos para agradar quem nos é importante.

Como dizia Fernando Pessoa: Quem não quiser sofrer, que se isole.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Dança de olhares

Éramos os jogadores, eu e você
Você fez suas jogadas, eu fiz as minhas
Dei o primeiro sinal
Você veio
Cheguei mais perto
Você encostou
Me esquivei
Você me cercou
Eu gostei e cedi
Você fez sua jogada, eu fiz a minha
De repente me vi sozinha na mesa do nosso jogo
Você levantou sem dizer nada
Achei ter sido uma pausa
Esperei,
você não voltou
Sozinha olhando aquele banco vazio
Tentei decifrar, tentei calcular qual seria sua próxima jogada
Esperei,
Você desistiu do nosso jogo.
Tentei buscar razões e mais razões pra sua desistência.
Não as encontrei
Esperei uma resposta ética à sua desistência
Você me deixou apenas o silêncio
 "We need to accept that, sometimes people just don't want to be loved"

Entrei no seu jogo, dancei sua dança, deixei você me bagunçar. Nunca fui uma boa jogadora. Nunca entendi o que me faltava para vencer esses joguinhos de amor. Mas também prefiro assim, não quero alguém que tenha sempre que calcular e decifrar cada movimento, alguém pra sempre fazer as coisas pisando em ovos. Quero alguém simples, que saiba o que quer, sem pestanejar e que me olhe com olhos gentis.

Sempre gostei do seu olhar.
Lembro-me bem a primeira vez que olhei profundamente seus olhos.
Te conhecia antes, mas nunca havia te olhado.
Pude ver através deles como sua alma vibrava.
Olhos amendoados, doces e sérios.
Reluzentes, como pude ver poucas vezes.
Os olhos mais lindos que já vi em toda minha vida.
Dos seus olhos em mim só restou o desespero de não poder olha-los tão de perto novamente.

domingo, 20 de setembro de 2015

Send me an Angel

Gostaria que alguém pudesse ver a verdade. Gostaria de encontrar alguém tão interessado em saber da verdade que implorasse pra ela saísse dos meus lábios. Tudo o que foi falado, tudo o que foi jurado, tudo o que inventado. Deus, envie um anjo que possa ouvir a verdade.

Pray

God changes
Caterpillars into butterflies
sand into pearls
and coal into diamonds
using time and pressure
He's working on you too. <3


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Café adoçado

Você me beijou
Eu esqueci o amargo
Eu te beijei
Foi a primeira vez que gostei de café adoçado

Abraçaria sua implicância se fosse palpável
Se pudesse beijaria até seu mal-humor
Não aguento mais te ver e não te tocar
Me carcome conter esse amor

Queria desenhar com os lábios
Os traços do seu rosto
As linhas do seu corpo

Não vem com esse perfume mais
Ou então, me tira dessa agonia
Que é só te olhar todo dia

Motivo.

Criei o blog com o intuito de aliviar pensamentos quando estiver longe do meu diário.
Esse blog será meu pequeno segredo, não tão secreto assim.
Nesse mar de encontros virtuais, seria muito bom encontrar alguém com tanta vontade de me encontrar que encontrasse esse blog.