segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Desejo

Meu desejo por ti é tão forte que chega a escorrer-me às coxas
E sobe em um nó na garganta, por saber que nunca o terei para satisfazer-me.
o que resta é apenas desejar-te e pintar-te como aquilo que consegue me saciar.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Pimenta

Eu me apaixonei perdida e loucamente. Essa paixão me acertou em cheio e mudou todos os meus planos. Me desolou. Tudo o que eu havia planejado, todo meu futuro passivamente encaixado se estremeceu como os movimentos de uma placa tectônica e causou um tsunami. Nunca uma paixão me arrebatou dessa maneira, estou presa em suas mãos e sem nenhuma vontade de me soltar. Nunca um amor em toda minha vida foi recíproco, mas esse me retribui com a mesma intensidade que o amo. Cada pedaço do meu corpo pertence à você, e meu maior prazer é da-lo, sem pedir nada em troca além do mais puro e verdadeiro amor, porque se me dou, você me transborda. Eu era vazia, hoje cada vez que me aproximo de você, me sinto cheia e viva. Quero viver esse amor, quero aproveitar essa paixão e me entregar de olhos fechados, sem ressentimentos, mesmo que isso custe muitos narizes torcidos e comentários desmotivativos. Porque o amor provoca o olhar dos céticos e ânsia dos esperançosos, é colírio para alguns e pimenta para outros.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Back to reality.

So here we are...
voltando à realidade depois de 9 dias sendo o que quiséssemos ser.
Nesses 9 dias não fiz absolutamente nada do que planejei fazer. Apenas saí com amigos, andei muito de bicicleta, fui ao cinema, dormi, e chorei. O que mais fiz foi dormir, não nego. Mudei de quarto mais uma vez, novamente estou na casa de cima, e em alguns dias, sozinha na casa de cima. Não me incomoda mais estar sozinha, o que mais me atormenta são as mudanças. Gosto de rotina, gosto de estar sempre no mesmo lugar, não me incomoda ou me desespera estar todos os dias fazendo as mesmas coisas, nos mesmos horários, seguindo o mesmo padrão. Na verdade, isso me satisfaz muito. Quando isso muda, fico desorientada. Não sei mais aonde estão as minhas coisas, não sei aonde colocar minhas coisas. Chorei, porque me senti perdida, não sabia nem como me ajoelhar e pedir ajuda a Deus. Chorei, na esperança de que meu choro trouxesse aquilo que eu havia perdido.
E agora são 01:42am e me apresento em frente ao notebook pensando sobre a semana que vêm.
Penso sobre você, e toda a agonia que te ver e não te tocar me traz. Sinto sua pele, às vezes, quando me permite, mas não sinto a alma, apenas o que tem na superfície. Não sinto quando você vibra, quando você cai, não sinto se me quer apenas o corpo, ou se a sede é muito maior. Sinto sua carência, confrontando a minha. Sinto sua relutância em me desejar e não poder me ter.
Enquanto eu só queria sentir você, sem pressa, queria te aproveitar, sentir sua respiração com calma, roçar meu rosto liso na sua barba áspera, poder te beijar o pescoço e sentir seu -meu- arrepio. Queria você, sem medo, sem tempo, sem lugar, sem horário. E eu te quero assim, a tanto tempo, que nem sei mais como ainda nos sustento.
A realidade me leva a você, e eu choro, perdida, porque não sei mais quais são as fronteiras entre minha ilusão, de nós dois nos beijando na cozinha, e eu te desejando ali mesmo, e a realidade de fingir que nada aconteceu, e que nossas bocas são completamente estranhas uma à outra.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Relacionamentos tóxicos e círculos viciosos

Há quem chame de sina, cruz, destino, carma... A referência não importa, mas é realmente aterrorizador quando você percebe que não consegue escapar de círculos viciosos. Ninguém percebe as relações tóxicas. Até mesmo quem tem consciência da existência delas não consegue escapar. Entra em uma, saí dela, e cai de cabeça em outra. As relações tóxicas existem entre ambos os lados, entre quaisquer orientações sexuais. Mas é impossível deixar obsoleto as relações tóxicas entre heterossexuais, sendo vítima a mulher. Não me refiro a violência física, espancamentos, olho roxo... Me refiro ao terror psicológico existente nessas relações. A prática da violência psicológica em mulheres é cultural, porém os sinais raramente são percebidos, tanto por quem pratica quanto por quem sofre a violência. Os danos são sentidos depois, muito depois. A mão que balança o berço é a mão que governa o Mundo. Destruam a cabeça das mulheres e tenham consciência de que estamos caminhando à autodestruição. Policiem-se, relacionamentos existem para nos oferecer aconchego e paz diante dos tantos problemas da vida, e não causar mais problemas -ou danos psicológicos incalculáveis que serão passados de geração em geração-. (:

domingo, 1 de novembro de 2015

Futura psicóloga

Por que psicologia?
Eu diria que a única forma de sobreviver ao caos contemporâneo é consultando um psicólogo. Acho que estamos passando por um período cheio de problemas ideológicos. Capitalismo, consumo desenfreado, terrorismo, entre outros problemas desse século. Tive problemas com depressão, não comigo, mas duas pessoas muito próximas cometeram suicídio. Quero estar apta a ajudar essas pessoas, ajuda-las a encontrar a luz no fim do túnel. Por isso escolhi psicologia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Você é simples. Simples igual a um quebra-cabeças de 5 mil peças de um quadro de Monet.
Quando você vai me deixar entrar nessa fortaleza?
Se solta e vem dançar comigo. Deixa essa química explodir.

Parte de quem eu sou

- Te vi digitando, mas sabia que não estava falando com ninguém. Não entendi o que você estava fazendo.
- Eu gosto de escrever, às vezes minha mente me engole e preciso escrever para aliviar
- E como é isso?
- É como se eu pudesse viajar para outro Universo sem sair do lugar. Minha mente me teleporta pra muito longe, sinto que estou em outra realidade. Posso estar sentada nessa mesa em frente ao computador focada, de repente estou dentro de um ônibus tendo uma conversa com um conhecido que não via a anos. Depois de alguns minutos volto para a realidade e preciso escrever sobre o que aconteceu para conseguir me focar novamente, ou minha mente vira um loop. 
- E você sempre está conversando com alguém?
- Na grande maioria das vezes sim, estou conversando com alguém, é muito difícil estar sozinha. Mas outras vezes, e essas são as que mais gosto, me aparecem conclusões para perguntas que fiz a mim mesma. Gosto quando tenho conclusões sobre questões sociais, uma pena que quase nunca consigo passar essas conclusões para o papel. 
- Você sente que isso te prejudica?
- Olha, sinceramente? Sim. Isso me prejudica. às vezes tenho esses insights no meio de uma explicação importante do trabalho, ou assistindo uma aula. Me desconcentro com muita facilidade. O que eu tenho pode ser um problema, contando que isso prejudica um pouco meu trabalho e estudos, e nesse mundo que vivemos, onde precisamos estar sempre atentos e conectados, isso pode ser um GRANDE problema. Mas sou uma pessoa religiosa e acredito em coisas um pouco diferentes. Meus insights às vezes parecem uma coisa divina, porque nunca no mundo eu conseguiria explicar o que vejo quando minha mente me engole. Eu REALMENTE vou para outro lugar, é a mesma sensação de um deja vú, quando o mundo pára e você só consegue ver aquela cena acontecendo e depois em um sopro de ecstasy falar "eu já vi isso acontecer!". A diferença é que não é algo que eu já vi, é algo que eu nunca vi antes. Algumas vezes o que minha mente me faz ver, acontece depois, mas ninguém acreditaria nisso se eu contasse. Eu sei que isso tem remédio, eu poderia parar de ter essas alucinações se quisesse, mas isso me faz ser quem sou. Isso me faz ver como o mundo é interessante. Se eu deixar de ter esses insights, uma parte de mim se perderá.