sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Você é simples. Simples igual a um quebra-cabeças de 5 mil peças de um quadro de Monet.
Quando você vai me deixar entrar nessa fortaleza?
Se solta e vem dançar comigo. Deixa essa química explodir.

Parte de quem eu sou

- Te vi digitando, mas sabia que não estava falando com ninguém. Não entendi o que você estava fazendo.
- Eu gosto de escrever, às vezes minha mente me engole e preciso escrever para aliviar
- E como é isso?
- É como se eu pudesse viajar para outro Universo sem sair do lugar. Minha mente me teleporta pra muito longe, sinto que estou em outra realidade. Posso estar sentada nessa mesa em frente ao computador focada, de repente estou dentro de um ônibus tendo uma conversa com um conhecido que não via a anos. Depois de alguns minutos volto para a realidade e preciso escrever sobre o que aconteceu para conseguir me focar novamente, ou minha mente vira um loop. 
- E você sempre está conversando com alguém?
- Na grande maioria das vezes sim, estou conversando com alguém, é muito difícil estar sozinha. Mas outras vezes, e essas são as que mais gosto, me aparecem conclusões para perguntas que fiz a mim mesma. Gosto quando tenho conclusões sobre questões sociais, uma pena que quase nunca consigo passar essas conclusões para o papel. 
- Você sente que isso te prejudica?
- Olha, sinceramente? Sim. Isso me prejudica. às vezes tenho esses insights no meio de uma explicação importante do trabalho, ou assistindo uma aula. Me desconcentro com muita facilidade. O que eu tenho pode ser um problema, contando que isso prejudica um pouco meu trabalho e estudos, e nesse mundo que vivemos, onde precisamos estar sempre atentos e conectados, isso pode ser um GRANDE problema. Mas sou uma pessoa religiosa e acredito em coisas um pouco diferentes. Meus insights às vezes parecem uma coisa divina, porque nunca no mundo eu conseguiria explicar o que vejo quando minha mente me engole. Eu REALMENTE vou para outro lugar, é a mesma sensação de um deja vú, quando o mundo pára e você só consegue ver aquela cena acontecendo e depois em um sopro de ecstasy falar "eu já vi isso acontecer!". A diferença é que não é algo que eu já vi, é algo que eu nunca vi antes. Algumas vezes o que minha mente me faz ver, acontece depois, mas ninguém acreditaria nisso se eu contasse. Eu sei que isso tem remédio, eu poderia parar de ter essas alucinações se quisesse, mas isso me faz ser quem sou. Isso me faz ver como o mundo é interessante. Se eu deixar de ter esses insights, uma parte de mim se perderá. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Primeiro diálogo

- É só cuidado. Na forma mais afetuosa que essa palavra pode ter. Você alguma vez foi cuidado?
- Acho que não.
- Eu sei que não.
- Amolece esse coração, me deixa entrar e cuidar de ti. Deixa eu te acarinhar, te xamegar. Não te peço nada em troca, só vem ser meu dengo.
- Eu já disse que não é um bom tempo. Por que você não desiste de mim?
- Porque o amor é paciente e persiste até o fim.
- E quando o amor sabe que é o fim?
- Quando começa outro.

Um dialogo imaginário entre o amor e a solidão.